O cifrão do doutor Getúlio

 

"…o ministro ignorava solenemente o significado das três letras"

   Em plena II Guerra Mundial, em 1942, o governo brasileiro decretou o falecimento do “conto-de-réis”. O Rei morreu, viva o Rei Cruzeiro, cujo longo reinado durou até 1967. Tinha na frente o Cr$. Com todas as trocas de moedas, o que nunca morreu foi cifrão, que remete ao dólar (U$), que por sua vez vem do tempo da cidade fenícia de Tiro. As duas linhas representavam as colunas de Hércules e o traço recurvo, entrelaçando as duas colunas, a união da colônia à mãe pátria.

  Agora, a lenda. Naquele ano, o ministro da Fazenda levou ao presidente Getúlio Vargas o decreto que instituía a nova unidade monetária, simbolizada pela abreviatura CRS – plural de cruzeiro. Getúlio ficou curioso.

      – O que significam estas três letras, C, R e S ?

Por não ter participado da equipe que criou a nova moeda, o ministro ignorava solenemente o significado. Para não ficar mal com o chefe, e lembrando que o mundo atravessava uma de suas piores crises, foi para o chutômetro.

     – Essa abreviatura, presidente, é uma homenagem que o Brasil presta aos grandes chefes militares: C de Churchill; R de Roosevelt e S de Stálin. Notório anticomunista, o velho Gegê impulsiva e energicamente riscou com dois traços verticais o S de Stalin.

     – Com os outros dois em concordo! Com o Stálin, nunca!

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