As duas xícaras

Cantemos hoje em brado alto

A beleza e o encanto

Toda a delicadeza feminina

Não que seja a sua fraqueza

Pelo contrário é a sua maior força

O seu olhar pode deixá-lo de joelhos

Renegarás Deus por ela

Guerras aos Troianos declararás

Se for preciso matarás a sua família

O mendigo que suplica o olhar dela

Será rogado de morte

Ceifarás as sagradas orquídeas

A cobrirás de honra com sua mãos

Que ainda pingaram o sangue amigo

Mas isso é só licenciosidade poética por quê…

Amanhã… Irás roubar a coberta

Deixando a coitada com frio à noite

Esquecerá-se do beijo de Bom dia

Reclamará do café frio

A xícara, sempre ela, ficará na pia

Esperando que as mãos que a noite

Tecem os seus desejos

Sejam obrigadas pelo seu desleixo

A lavarem a xícara que a vossa preguiça

Transforma aquelas divinas mãos em apenas…

Uma empregada para as suas comodidades

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