Os Primeiros Capítulos

 

O meu nascimento não ajudou em nada na melhoria das relações dos meus pais, minha mãe coitada, teve que cuidar de uma criança que se mostrou frágil como tantas, talvez algo que é incompreensível tenha acontecido na noite do meu nascimento, o vínculo filha e mãe se fortaleceu de modo incomum, nunca fui um criança “dada”, de certo modo fui um fardo nos primeiros anos, além de emocional, físico também, de modo algum eu largava o colo de minha querida mãe, mesmo quando ela voltou a lecionar forçada pela questão econômica e de certo modo uma válvula de escape para o convívio cotidiano que estava bastante desgastado e insuportável, tinha apenas cinco meses na época, eu era um acessório, um apêndice inseparável de minha mãe, mesmo durante as aulas, lá estava eu, não havia dia em que eu não estivesse presente, pouca coisa além disso fiquei sabendo ou tive a oportunidade de escutar durante as histórias e inconfidências da família, sei que comecei a falar por volta dos três anos e a ler pouca coisa antes dos cinco anos, o meu comportamento social não mudou apesar de ser cercada de crianças diariamente, sempre mantive uma certa distância, mesmo quando as aulas que eu freqüentava não eram dadas pela minha mãe, todos os instantes longe de casa na escola eu procurava literalmente a barra da saia da minha mãe, talvez para compensar o fato da minha irmã Sarah de Lourdes ter nascido quando eu tinha três anos, ela nasceu de cesariana, não deu nem de perto a minha mãe todo o sofrimento que eu dei, mesmo com isso, ela nunca me negou o colo que eu era obrigada a dividir com a pequena Sarah.

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Mi lembro vagamente que nessa época íamos à casa paterna de minha mãe, tenho doces recordações de minha vozinha, como todas as avós de antigamente tratavam os netos como filhos feitos de açúcar, ela era um dengo comigo e as minhas irmãs, não tenho lembranças fortes da presença de meu avô, a única recordação vinculada a ele eram as discussões no regresso para casa entre os meus pais, meu pai não proibia, mas também não ia, era como uma semi-prisão para a minha mãe, no qual ela só rompia as grades quando a dor e a saudades eram maiores, mesmo sabendo que podia ir o dia que quisesse a sede da fazenda, ela evitava o máximo, era como ter um carcereiro que ti deixa livre, mas que tu és obrigado a regressares no final da noite por vontade própria e por necessidade de justificar a todos que e o quê ela tinha feito, esse é o problema de muitos casamentos executados em tenra idade e sem certezas de quem é a outra pessoa, o agravante maior é quando a família de um dos membros é contra a união, pequenas frases, comentários, exemplos alheios, até o cume das lições de morais, mas nada fere mais que a frase: “– Eu ti avisei…”, são mágoas acumuladas com o tempo que vão se acumulando, e o Léo que nessa altura era Leonardo, sim, a cumplicidade diminui com a dor, com a incompreensão, vai-se minando devagar a relação, mas, o Leonardo não ajudava em diminuir o conflito e com o seu orgulho ferido de não conseguir ser o homem que o seu sogro queria, para todos ele era incapaz de cuidar da sua filha e dos netos do “Véio” Medeiros, o doce Leonardo que era o motivo da paixão, estava sumindo, a compreensão demonstrada na declaração de bem querer daquele instante mágico, estava apagando, querendo ou não meu avô estava ganhando a guerra emocional, mesmo sendo apenas um gaúcho retrógado e meu pai um professor esclarecido e estudioso de toda a filosofia ocidental.

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Mas como tudo são fases, em 28 de fevereiro de 1977, nasce o meu irmão Marcos, mi lembro que quando o vi pela primeira vez, o achei pequenino, parecido um filhote de gato, bonitinho eu queria tocá-lo, mas meu pai não deixava, dizia que ia machucar…

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Depois disso o meu pai voltou a lecionar em três períodos, levava-me junto no período da tarde nesta época, já conseguira economizar o bastante para trocar a lambreta e com um pouco de pagamento em dinheiro por uma Kombi azul e branca, adorava sair com ele, me dizia que para sair com ele tinha que estar de banho tomado e de roupa limpa e bem bonita… Ele penteava meus cabelos e fazia as minhas tranças, os meus leves cachinhos eram o motivo para ele cantar sempre para mim “de baixo dos caracóis dos seus cabelos…’’

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Sinto saudades…

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Rejeitada

 

Tão logo amainou a chuva, meu pai se pôs na estrada para chegar o mais rápido possível, estava cansado e fatigado do dia de trabalho na propriedade e da continuação na escola, leccionar durante aquela noite além de sua longa espera no vento frio que não o poupara de se molhar foi algo quê ele não esperava. Chegou sem grandes pretensões, apenas preocupado em se esquentar, comer algo e tão logo deitar-se, um beijo na filha e na esposa seriam os maiores atos antes de dormir, mas após fechar a porta, adentrando para o seu quarto para retirar a roupa e procurar uma muda limpa para se aquecer, se deparou com algo que nem pensara, sua esposa tinha dado à luz, Maria estava aninhada junto a suas filhas na cama, retirando cuidadosamente coberta para não acordar ninguém, percebeu o que ele não estava pronto para receber, mais uma mulher na família, sua decepção foi clara desde o início, nem reparou mais nas crianças, pegou as duas e as colocou no berço, acordando sua esposa, está sim, fonte de suas preocupações e cuidados, fez o que estava ao seu alcance para amparar a mulher amada naquele momento de carinho que tanto fez falta horas antes. Tão logo a chuva parou, e com os primeiro cuidados já providenciados e sem risco de vida para a mãe, Leonardo foi à casa do sogro avisar a família de sua esposa, de pronto mandaram Teresa (Irmã mais nova de Maria) para ajudá-la em tudo que se precisa nessas horas de resguardo, mais tarde essa dívida de gratidão foi paga com um pedido: se Teresa desejava ser a Madrinha de Sophia, que de pronto aceitou.

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Sophia

 

“Filhinhos meus,

por quem de novo

sinto dores de parto…”

Sozinha, só a minha irmã está presente, foi antes do esperado e sem avisar que vieram as primeiras contrações, modestas, já tinham sido dois partos, mas o desespero de estar sozinha e sem ninguém presente, ninguém… Foi um final de tarde inimaginável sem a presença do meu pai que estava lecionando.

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Apenas o silêncio da mata, no seu desespero, mas com o quê observará nas outras vezes, ela se preparou caso acontecesse o inevitável e separou o que precisaria e colocou a água a esquentar e panos limpos mais reservados para os primeiros cuidados com a criança do que consigo mesma, por entre uma e outra ação de preparação para o momento sentia a sua barriga a pesar como se acabasse de devorar um banquete inteiro, movimentos de ida e volta e sua barriga já estava dura.

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Sempre se colocava a observar pela janela se alguém se aproximava da casa, mas nada, tudo em vão, apenas a dor a procurá-la, ninguém a escutar os seus gritos incontidos que são mais parecidos com pedidos de socorro para que aparecesse alguém tão somente para apertar-lhe a mão.

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Já não há mais condições de sua permanência em pé e as dores lancinantes vão aumentando, sua voz rouca já lhe nega o desespero dos gritos e apenas consegue gemer, em uma ultima ida ao banheiro vomita apenas suco gástrico, naquela altura não havia mais o que ser expurgado, volta se arrastando pelo chão até a cama, cada movimento é como um batalhão infernal pisoteando a sua espinha, as dores nas costas são terríveis e em um último momento de forças erguesse até a cama e por um momento tudo passa, já perdera a noção de tempo que passara esperando a hora chegar, mas foi o bastante para uma tempestade se abater sobre o lado de fora com trovoadas, chuva forte, e ventos assolam a residência esquecida por todos naquele momento.

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A solidão do desespero, nem a sua filha Regina chorando lhe faz companhia, quase que inerte pela dor nada mais lhe interessa por um instante deseja estar morta, por entre as contrações observa o brilho dos clarões que a tempestade cria e reza, como nunca em sua vida até aquele momento, reza pelo final e entrega nas mãos de Deus o seu destino e de sua tão esperada criança.

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Horas se passam até que quase pontualmente a meia noite em um último esforço de um corpo totalmente exaurido pela dor e estagnado pela dolorida espera, totalmente entregue a suas próprias reações naquela contração de modo inimaginável consegue realmente iniciar o parto, mais uma dessas e termina, a esperança de Maria era essa, quase que drogada pela dor, ela força, mas sem resultados, seu fôlego que estava rápido, começa a pesar e ficar menos intenso, tudo vai acabar assim, mas como a natureza é mais sábia que nós, uma última contração acaba com tudo, nasce Sophia, mesmo que por uns minutos esquecida pela mãe que sem forças procura se recuperar, pela irmã que acabara dormindo mesmo com o barulho da tempestade e dos gemidos da mãe, Sophia chora, chora sozinha, nem a sua mãe escuta o seu pranto, mas está viva.

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A velha lambreta ainda estava parada em um galpão abandonado a beira da estrada, enquanto a chuva não dava perdão a qualquer pessoa que ousasse enfrentá-la.

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Quanto tempo se passou nem Maria sabe, quando conseguiu se mexer se arrastou até Sophia, levando a tesoura que deixara pronta sobre o criado mudo para cortar o cordão umbilical, com os olhos em prantos, trouxe para perto de seu peito a filha, algo que só uma mãe pode saber, nesse instante toda a dor, todo o corpo que fora derrotado pelo esforço, nada importava, apenas interessava ver os dedinhos procurando o corpo de sua mãe.

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Apressou-se em cortar o cordão, limpa-me com uma toalha – que também estava estrategicamente posicionada – o corpo de sua nova princesa, Princesa Sophia, tudo estava certo, nenhum mácula no corpo da pequena, nem um mínimo sinal de que pudesse comprometê-la em sua vida futura, a mãe orgulhosa de mais uma jóia na família, oferece-lhe os seios para amamentação e sem pestanejar põe-se a sorver o colostro materno.

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P.S.: Dedico esse capítulo a minha filha que não nascerá. lfc

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Regina

 

Em 20 de abril de 1972, no período da tarde, igualmente a Ester nasce Regina, fora tudo igual como foi com a primeira, meus pais já morando na nova casa, com meu pai tocando durante o dia da melhor forma que ele podia a propriedade enquanto a noite lecionava para adultos na escola central da cidade, foram meses de apreensão até a passagem da marca dos seis meses, mas tudo correu bem.

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Eram dias difíceis para meu pai, nunca fora obrigado a trabalhar de modo braçal quanto mais na agricultura, nada mudou de lá para cá, há anos bons, anos ruins, anos apenas para pagar as constas e sobrar para o mínimo necessário, não foi fácil, creio que se ele não amasse realmente a minha mãe, eles não teriam permanecido perto da família dela, mesmo esta sendo preenchida e representada em grande parte pelo “véio” Medeiros.

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Hoje em dia seria algo impensável, algo altamente criticável e que somente acontece com pessoas de pouca instrução e poder aquisitivo baixo, mas acreditem é verdade, e Graças a Deus, minha mãe estava grávida novamente e era eu que estava para vir ao mundo, não sei se fui esperada, se fui desejada, só sei que sempre os amei.

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Agora sim, começa a minha história, que com um enlace de uma centena de outras historias se transforma na minha vida, não poderia contar todos os detalhes, não, nem eu mesma lembraria, nem haveria paciência para que alguém entendesse o verdadeiro nó de histórias que é uma vida, mas nada é simples, nada é comum, tudo é especial, todos tem um momento em que tudo muda, mas tudo começa assim…

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Mudanças

 

Com a morte de Ester, começaram as mudanças na vida de meus pais.

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Minha mãe já estava grávida novamente antes do falecimento de Ester, sem consentimento ou conhecimento por parte deles meu avô mandou construir uma casa e separou vinte hectares de terra para serem cultivados pelo meu pai que foi relutante no início, mas a minha nona o convenceu que seria o melhor e depois daquele dia em que ela cuidou das feridas da filha e sem contar a presença constante dela na vida familiar que contava sempre com o apoio dela não houve como não crescer um grande sentimento de gratidão do genro pela sogra e apesar do medo de não conseguir responder as acusações de que não seria homem o suficiente para sustentar a família com serviço feito para homens, já que meu avô considerava a vida de professor apenas condizente com a fragilidade feminina, mas acabou aceitando os conselhos da amada sogra.

 

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Anjo

 

Grávida.

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Nem bem fechado o mês de outubro e Maria já sabia que estava esperando um rebento, o fruto desejado para compor realmente a nova família e mesmo que ainda as coisas não tivessem mudado em praticamente nada até por causa do escasso tempo decorrido desde o casamento, moravam no mesmo lugar, Maria sem trabalhar, Léo dando aulas em três turnos para honrar da melhor forma possível as suas despesas e as de Maria na casa da tia Carola, mas salário de professor sempre foi a mesma triste vergonha para o estado desde aquela época até os dias de hoje.

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Esmola.

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Era o que pensava o Professor Guerra, quando todo início de mês seu sogro mandava entregar através de seus peões mantimentos na casa de tia Carola, endereçados a Maria, como julgar isso, nem eu sei, poderia ser apenas desculpa para humilhar o meu pai, poderia ser o modo do “véio” Medeiros apenas dizer que estava presente sem ao menos voltar a ver a filha, remorsos… Quem poderia dizer com certeza que não. Mas ao fim e ao cabo, sempre ajudava para diminuir os gastos iniciais na vida daquele casal e com uma criança a caminho, tudo ajudava, mesmo que de forma não usual.

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Ester

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Gravidez normal, transcorrido o tempo de nove meses as dores do parto chegaram na hora determinada pela parteira que estava como combinado presente no dia, até certo ponto um parto rápido e fácil, sem complicações ou contratempos, uma criança saudável e linda como a mãe, Ester, uma filha amada, foi a primeira grande alegria do casal.

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Anjo

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Foram apenas seis meses de vida, e minha irmã faleceu, tristeza e desespero, não há necessidade de mencionar o que os meus pais passaram, só duas coisas quero dizer, primeiro que o meu avô culpou a Tia Carola de ter causado a morte da minha irmã, ele nunca pisou naquela casa para saber como ela era, puro despeito e mais um modo de ofender o meu pai, e o principal, Deus abençoe e guarde a alma da minha irmãzinha.

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Alvorecer

 

O cheiro era de lençóis novos, uma leve claridade da janela, um friozinho gostoso para continuar deitada e não precisava abrir os olhos para saber que estava feliz e era tudo que Maria com sua preguiça indolente que veio junto com a noite precisava saber naquela hora; Esticando levemente a mão para trás a procura do que um dia foi o Professor Leonardo Guerra e que de agora em diante seria apenas o Léo, o seu Léo, nada achou, mas podia ser apenas uma falha e poderia estar mais longe na cama, antes de pensar em se virar na cama algo começa a perturbar o seu nariz, um cheiro bem conhecido para ela, o peculiar cheiro de flores de laranjeira que vagarosamente causa a abertura de seus olhos, melhor não havia em toda a sua imaginação que se comparasse com o que ela sentia agora, a alegria de ser acordada com flores depois da primeira noite com o seu amado e protetor.

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Um Beijo e um Bom Dia, quando dito com sinceridade e tão quente quanto uma noite inteira, valem por tantas coisas que enfrentamos para chegar nesses momentos tão singelos, mas que são únicos na vida de cada um, se perdeu o tempo naquele carinho quase chorado, quase como um obrigado velado, mas que os olhos e as mãos dadas explicam.

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As batidas na porta interrompem de modo lento o que não queria terminar, o cheiro de café adentra o quarto singelo preparado às pressas para a nova família que estava nascendo ali, a protetora e guardiã da casa fazia como era de costume na região, levava uma xícara de café a cama da nova hóspede como sinal de boas vindas e de bem querer, a tia Carola, o que seria dos dois naquela hora sem o apoio daquela senhora já de idade avançada e que era como o seu corpo, um reflexo da sua altivez na sua altura física, uma pessoa realmente mais elevada que outros, a beleza de seus lindos olhos azuis não refletia a candura da sua alma e até as dificuldades da vida estavam presentes no seu andar sofrido, representado pela sua dificuldade de locomoção, mas nada a impediria de mostrar todo o carinho que a pobre Maria estava recebendo naquela casa humilde, mas de grande valor em seu amago, uma casa é mais que as suas paredes, suas portas e janelas, móveis e pessoas.

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O café em família foi regado a muitos doces e salgados da festa, que na verdade duraram ainda uma semana.

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Ao final daquele mês já estavam todos mais acostumados com a nova integrante da família como se fosse anos de convivência, mas a filha adotiva da Tia Carola, a Lourdes, como regulava de idade com Maria e seu amado, virou uma parte vital para diminuir a saudade da companhia da família da Casa Medeiros.

 

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