{sem título ou o meu nome, para decidir}

 

Miserável desprezado incapaz e não presente

Esquecido e não convidado como um invasor

Preço pago pela cobiça do tesouro vivo

Daquilo que não é meu e que já sumiu

 

A mim não cabes isso e está escrito

Sempre foi assim nas linhas do destino

Por que seria diferente do que já foi

Agora como sempre, sozinho e com frio

 

Pequena criança rejeitada que chora alto

Que busca a paz do calor dos teus seios

Do sossego dos sonhos de felicidade

Estes sonhos que são de outro hoje à noite

 

Intruso!!! Maldito, jurado de morte

Em uso do absurdo de ousar desejar

De desejar uma vida que já esta completa

Que não tem espaço para o meu nome

 

Este presente não mi cabe e cabe a mim…

Esta cama que sempre vai ficar vazia

Como a camisola esquecida como promessa

Um presente guardado do que eu não mereço

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