Querida, do que precisas…

 

Vou até ao mercadinho do Zé Ninguém

 

Ela – Traga um pão integral e algumas frutas…
Mi traz uns cachos de uva…e…
Volte logo Nego, que eu quero namorar um pouquinho
Lá foi ele, passou pelo Zé e comprou um Marlboro.
Nunca mais foi visto.
E ela nunca notou no meio de suas lembranças,
Quê no último beijo de até logo, infelizmente,
ele foi chamado pelo apelido carinhoso do ex.

As duas xícaras

Cantemos hoje em brado alto

A beleza e o encanto

Toda a delicadeza feminina

Não que seja a sua fraqueza

Pelo contrário é a sua maior força

O seu olhar pode deixá-lo de joelhos

Renegarás Deus por ela

Guerras aos Troianos declararás

Se for preciso matarás a sua família

O mendigo que suplica o olhar dela

Será rogado de morte

Ceifarás as sagradas orquídeas

A cobrirás de honra com sua mãos

Que ainda pingaram o sangue amigo

Mas isso é só licenciosidade poética por quê…

Amanhã… Irás roubar a coberta

Deixando a coitada com frio à noite

Esquecerá-se do beijo de Bom dia

Reclamará do café frio

A xícara, sempre ela, ficará na pia

Esperando que as mãos que a noite

Tecem os seus desejos

Sejam obrigadas pelo seu desleixo

A lavarem a xícara que a vossa preguiça

Transforma aquelas divinas mãos em apenas…

Uma empregada para as suas comodidades